Coasteering in Sesimbra

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(please scroll down for english version)

Coasteering em Sesimbra

O despertador tocou cedo, mas não hesitámos em sair da cama, pois tínhamos uma boa aventura à nossa espera. Atravessámos a ponte para a margem sul do Tejo ainda sem a multidão dos amantes da praia, e antes das 9h00 já estávamos em Sesimbra, prontos para começar a nossa primeira aventura de coasteering.

Antes de todo o grupo se juntar para ouvir o briefing de segurança, vestimos o equipamento que consistia num fato de neoprene, colete, capacete e arnês. Apesar de estar um bonito dia de Verão, agradou-me bastante a ideia do fato de neoprene para mitigar a temperatura excessivamente fresca da água!

O percurso que tínhamos escolhido começava com uma pequena viagem de barco até à praia do Ribeiro de Cavalo, inacessível de carro, mas nem por isso deserta de pessoas. Foi aí que desembarcámos, fizemos os primeiros poucos metros de natação até ao areal, e depois seguimos caminho pelos rochedos que circundavam a praia, iniciando assim o primeiro percurso de caminhada.

Como é normal naquela costa a rocha é calcária, formando as escarpas características de formas irregulares, que lembram ossos de baleia sedimentados ao longo dos milénios. O objetivo do coasteering é justamente percorrer a linha costa, usando técnicas diversas que incluem caminhada, saltos para a água, natação e manobras de cordas com escalada, rappel e slide. Para quem gosta deste tipo de atividades de aventura, o coasteering acaba por se revelar uma ótima alternativa, pois concentra num só desporto várias atividades diferentes. Para mim teve ainda a vantagem adicional de me permitir nadar nas águas fresquinhas do nosso mar sem bater os dentes de frio (graças ao neoprene) e sem me afundar como um submarino (graças ao colete).

O percurso que fizemos, depois da caminhada inicial, continuou a seguir a linha de costa, atravessando as escarpas com escalada, rappel, natação e slide. Em diversas etapas havia pontos indicados para saltar de várias alturas, até 8 metros (algo que eu claramente tenho que praticar). E finalmente entrámos na denominada Boca do Tamboril, vindos em rappel de uma pequena abertura na parte superior (talvez uma narina do tamboril), que vista de fora parecia um buraco com menos de 1 metro de diâmetro. Ao atravessarmos o buraco estreito, percebíamos então que estávamos a entrar numa gruta digna de um cenário da Viagem ao Centro da Terra, com uma cúpula alta e o mar lá em baixo, a entrar pela boca do tamboril em pequenas ondas calmas, por entre as quais nadava um cardume de tainhas. Foi à entrada dessa gruta que o barco nos veio recolher, para nos levar de volta a Sesimbra, terminando assim a nossa primeira aventura de coasteering, mas que certamente não será a última 😉

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Coasteering in Sesimbra

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The chants of the alarm woke us early, but we didn’t hesitate to get up straight away, for we knew a great adventure was expected. We drove across the bridge to the southern bank of Tejo river, and before 9 am we were in Sesimbra, ready to start our coasteering adventure.

Before the whole group was gathered to listen to the safety briefing, we put on the equipment which consisted on wetsuit, life jacket, helmet and harness. Although it was a beautiful summer day, I was pleased with the idea of the wetsuit to smooth the usually cold temperature of the sea water!

The route we chose started with a boat trip to the small beach of Ribeiro de Cavalo, inaccessible by car, which didn’t prevent it to be packed with people. There we disembarked, we swam a few meters to the shore and then we walked, first on the sand and then we followed our way to the rocks that cradled the beach.

As usual on that coast, the rock is limestone, with its odd-shaped forms that resemble whale bones turned into rock for thousands of years. The goal of coasteering is precisely to go through that coastline, using several techniques such as walking, jumping to the water, swimming, and using ropes for climbing, rappel and slide. For those who love this kind of adventure activities, coasteering proves a ery good choice, since it combines several activities in just one sport. For me it had the additional benefit of allowing me to swim in our cold sea without shivering (thanks to the wetsuit) and without sinking like a submarine (thanks to the life jacket).

After the initial walk, our route continued along the coastline, crossing the cliffs with climbing, rappel, swimming and slide. Along the way there were several spots for jumping to the water, with highs varying from nearly nothing to 8 meters (something I really need to practice). Finally we entered the so called Boca do Tamboril (monkfish mouth), coming in rappel from a small hole in the top (maybe the monkfish nostril), which from the outside looked like a small hole with less than 1 meter of diameter. By crossing the narrow hole we realized that we were entering a cave worth of a scenery from the Trip to the Center of the Earth, with a high dome and the sea in the bottom, coming in through the monkfish mouth in gentle waves where a school of fish was swimming. The entrance of the cave was the spot where the boat came to pick us and take us back to Sesimbra. There ended our first coasteering adventure, which won’t certainly be the last 😉

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